BLOG DA SUELI CORREA - sueli.dcorrea@bol.com.br


O DIPLOMA DE JORNALISTA

Leitores querem saber minha opinião sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acabar com a exigência de diploma para exercício da profissão.

Do ponto de vista emocional foi um duro golpe, pois dedico minha vida à profissão, onde cheguei com um diploma na mão, muitos planos na cabeça e a impressão de que bastava escrever razoavelmente bem para o exercício profissional.

No dia a dia fui colocando em prática as noções teóricas que obtive na faculdade. Fiz cursos complementares para aperfeiçoar conhecimento e técnica.

Tudo que sou, a visão de mundo que tenho, é de jornalista. E estou convencida que,para os jornalistas que têm experiência, que fazem o bom combate, que têm o trabalho reconhecido, a decisão do STF não vai representar nada.

Penso, também, que os jornais, assessorias e demais empresas de comunicação que quiserem manter bom nível em sua produção certamente continuarão exigindo profissionais experientes e esses, com raras e honrosas exceções, têm diploma.

O que muda, então?

Sem a exigência do diploma, nas periferias das grandes cidades e nas cidades do interior, vai consolidar a picaretagem, os jornais que surgem em épocas específicas, campanhas eleitorais, por exemplo, com objetivos escusos.

De certa forma, a prática da extorsão e a picaretagem foram estimuladas pela decisão da Justiça.

Tenho certeza que os idiotas conseguirão impor uma decisãozinha aqui, outra acolá, porém, jamais conseguirão sobrepor-se à inteligência e à sensibilidade de muitos.

 

DESABAFO NUMA HORA TARDIA

Na noite em que a decisão do STF foi veiculada nos meios de comunicação, em resposta aos inúmeros e-mails de amigos e colegas que lotaram minha caixa postal, escrevi o que a jornalista Margarete Micheletti, classificou como crônica e que, agora, compartilho com todos vocês:

 

Estou no meio da sala da minha casa, em frente ao micro, vendo o filme da minha vida.

Eu tinha 11, 12 anos, sei lá, e meu pai lia todo dia o Diário de São Paulo e depois dele eu pegava o jornal (quase nunca antes dele, porque eu desmontava o jornal e ele ficava puto!). Eu lia e devorava.

Eu devorava as letras, as palavras, as informações que eu não entendia.
Foi lendo jornal que eu aprendi a ler, que eu aprendi a conhecer e amar a língua portuguesa. A língua de Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Drummond, Camões. A minha língua pátria, mátria. Amada língua.

Então eu lia sobre gente que falava em paz e a mor e eu lia sobre um "terrorista" chamado Carlos Lamarca que promovia guerrilha numa terra distante chamada Vale do Ribeira.

E eu amava, em estado bruto, aquela gente estranha que aparecia nas páginas dos jornais falando coisas que iria entender mais para frente.

E eu odiava os generais, e com o tempo eu iria entender as razões daquele ódio em estado bruto.

E tinha um cara, no Diário de São Paulo, que se chamava Álvaro Alves de Faria e ele tinha uma coluna que vertia poesia e comecei a amar o jornalismo porque eu achava que ser jornalista era falar coisas lindas que seguiam direto ao coração.

Daí um dia, no terceiro ano, quando eu me preparava para o vestibular, veio uma professora perguntar qual a profissão que eu havia escolhido e ela tentou fazer com que eu mudasse o rumo. Melhor ser advogada, ela sugeriu, depois eu faria jornalismo por diletantismo. Eu poderia, desde o começo, estagiar no escritório do marido dela.  Mas eu era leal ao meu sonho e eu era leal ao Álvaro Alves de Faria.

Aqui estou, jornalista profissional diplomada, aos 40 e poucos anos, testemunhando um duro golpe ser aplicado a minha profissão.

É assim que eu faço história. É assim que cada um de nós, que amamos e nos orgulhamos de nossa profissão, fazemos História.

A propósito, para encerrar este desabafo, um verso do Álvaro que, a essa altura em que tenho mais de 40 anos, seguramente terá mais de 70. Que importa a idade quando as palavras pulsam em nossas veias em estado de poesia e alerta?

Eis Álvaro:

"A fera que te fere

não fere teu pensamento.

Fere a fratura exposta,

a ferida do silêncio".

Que tenhamos a certeza de que obstáculos existem para serem vencidos. Sempre.
Sueli Correa

Jornalista Profissional Com Muito Orgulho



Escrito por Sueli Correa às 16h31
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Oito contra oitenta mil
Oito contra 180 milhões

 

Perplexos e indignados os jornalistas brasileiros enfrentam neste momento uma das piores situações da história da profissão no Brasil. Contrariando todas as expectativas da categoria e a opinião de grande parte da sociedade, o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, acatou, nesta quarta-feira (17/6), o voto do ministro Gilmar Mendes considerando inconstitucional o inciso V do art. 4º do Decreto-Lei 972 de 1969 que fixava a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. Outros sete ministros acompanharam o voto do relator. Perde a categoria dos jornalistas e perdem também os 180 milhões de brasileiros, que não podem prescindir da informação de qualidade para o exercício de sua cidadania.

A decisão é um retrocesso institucional e acentua um vergonhoso atrelamento das recentes posições do STF aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, ao baronato que controla os meios de comunicação do país. A sanha desregulamentadora que tem pontuado as manifestações dos ministros da mais alta corte do país consolida o cenário dos sonhos das empresas de mídia e ameaça as bases da própria democracia brasileira. Ao contrário do que querem fazer crer, a desregulamentação total das atividades de imprensa no Brasil não atende aos princípios da liberdade de expressão e de imprensa consignados na Constituição brasileira nem aos interesses da sociedade. A desregulamentação da profissão de jornalista é, na verdade, uma ameaça a esses princípios e, inequivocamente, uma ameaça a outras profissões regulamentadas que poderão passar pelo mesmo ataque, agora perpetrado contra os jornalistas.

O voto do STF humilha a memória de gerações de jornalistas profissionais e, irresponsavelmente, revoga uma conquista social de mais de 40 anos. Em sua lamentável manifestação, Gilmar Mendes defende transferir exclusivamente aos patrões a condição de definir critérios de acesso à profissão. Desrespeitosamente, joga por terra a tradição ocidental que consolidou a formação de profissionais que prestam relevantes serviços sociais por meio de um curso superior.

O presidente-relator e os demais magistrados, de modo geral, demonstraram não ter conhecimento suficiente para tomar decisão de tamanha repercussão social. Sem saber o que é o jornalismo, mais uma vez – como fizeram no julgamento da Lei de Imprensa – confundiram liberdade de expressão e de imprensa e direito de opinião com o exercício de uma atividade profissional especializada, que exige sólidos conhecimentos teóricos e técnicos, além de formação humana e ética.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), como entidade de representação máxima dos jornalistas brasileiros, esclarece que a decisão do STF eliminou a exigência do diploma para o acesso à profissão, mas que permanecem inalterados os demais dispositivos da regulamentação da profissão. Dessa forma, o registro profissional continua sendo condição de acesso à profissão e o Ministério do Trabalho e Emprego deve seguir registrando os jornalistas, diplomados ou não.

Igualmente, a FENAJ esclarece que a profissão de jornalista está consolidada não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. No caso brasileiro, a categoria mantém suas conquistas históricas, como os pisos salariais, a jornada diferenciada de cinco horas e a criação dos cursos superiores de jornalismo. Em que pese o duro golpe na educação superior, os cursos de jornalismo vão seguir capacitando os futuros profissionais e, certamente, continuarão a ser a porta de entrada na profissão para a grande maioria dos jovens brasileiros que sonham em se tornar jornalistas.

A FENAJ assume o compromisso público de seguir lutando em defesa da regulamentação da profissão e da qualificação do jornalismo. Assegura a todos os jornalistas em atuação no Brasil que tomará todas as medidas possíveis para rechaçar os ataques e iniciativas de desqualificar a profissão, impor a precarização das relações de trabalho e ampliar o arrocho salarial existente.

Neste momento crítico, a FENAJ conclama toda a categoria a mobilizar-se em torno dos Sindicatos. Somente a nossa organização coletiva, dentro das entidades sindicais, pode fazer frente a ofensiva do patronato e seus aliados contra o jornalismo e os jornalistas. Também conclama os demais segmentos profissionais e toda a sociedade, em especial os estudantes de jornalismo, que intensifiquem o apoio e a participação na luta pela valorização da profissão de jornalista.

Somos 80 mil jornalistas brasileiros. Milhares de profissionais que, somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o jornalismo.

Para o bem do jornalismo e da democracia, vamos reagir a mais este golpe!

Brasília, 18 de junho de 2009.

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ



Escrito por Sueli Correa às 16h30
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CONSULTORIA SOB SUSPEITA

(COM CORREÇÕES)

O vereador Fred Simões colocou sob suspeita, na sessão desta segunda-feira, na Câmara de Registro, a licitação da prefeitura que permitiu a contratação da nova empresa de consultoria na área contábil – a Ascontec Assessoria Técnica Administrativa e Contábil. Essa empresa substituiu a Gepam, que há cinco anos atuava na prefeitura sob licitação.

Segundo o vereador Fred, que teve acesso à documentação da prefeitura, foi feita consulta de preço para quatro empresas da região de Adamantina, três das quais foram convidadas (a modalidade da licitação foi carta-convite) e duas desistiram. Só sobrou a Ascontec que, por exclusão, ganhou a licitação.

A Gepam, aquela que atuou durante cinco anos (e que também é da região de Adamantina) não foi convidada a participar da licitação.

Nessa operação, a prefeitura vai pagar anualmente R$ 30 mil a mais pela consultoria contábil e financeira. O trabalho da GEPAM custava R$ 48 mil por ano; a consultoria da Ascontec custa R$ 78 mil por ano.

Tem mais: até janeiro do ano passado a Ascontec tinha entre seus sócios Adriano Rodrigo Ferreira, assessor especial da prefeitura de Registro contratado na atual gestão.

***

Fred pesquisou o seguinte: a consultoria contratada pela prefeitura presta o mesmo serviço no município de Lupércio por R$ 2.500,00 por mês (em Registro, o serviço custa R$ 6000,00 mensais). E seu o contrato com a prefeitura de Vera Cruz anulado pelo Tribunal de Contas.

***

Dessa vez, nem o líder da prefeita, vereador Marcos Portela, nem o líder informal, vereador Xavico, se manifestaram durante a sessão para defender o executivo.

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Adriano Rodrigo Ferreira explicou a O Povo no Rádio que se desligou da empresa em janeiro de 2008, informação, aliás, que já tinha sido fornecida pelo vereador Fred durante a sessão.

Adriano Rodrigo Ferreira disse, também, que o preço cobrado pela Ascontec é maior porque ela presta serviços mais amplos e faz visitas técnicas mais constantes à prefeitura.

 

VIRADA CULTURAL

Confesso que senti uma certa frustração em não ver Registro incluído no projeto Virada Cultural, realizado pelo governo do Estado em parceria com municípios. Soube hoje por uma fonte ligada à Secretaria da Cultura que há dois anos consecutiivos a Virada é oferecida a Registro, que não aceita porque não quer arcar com os custos da contrapartida, em torno de R$ 100 mil.

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Cada dia que passa o atual governo municipal de Registro se parece mais com o governo anterior.  Que pena!



Escrito por Sueli Correa às 23h16
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Trânsito caótico

O trânsito de Registro era caótico quando foi instituído o estacionamento rotativo regulamentado na administração Samuel Moreira.

Com o estacionamento rotativo, melhorou muito o sistema viário no centro da cidade.

Há cerca de um mês, em função de um aditamento irregular do contrato feito na administração passada  e com projeto de mudar o gerenciamento, a prefeitura decidiu romper o contrato com a empresa que atuava no setor.

A idéia da prefeitura, muito boa por sinal, é assumir o gerenciamento e repassar o lucro  para as entidades sociais.

Ocorre que a prefeitura de Registro não está dando conta de gerenciar o que já tem – saúde, educação, buracos nas ruas, etc. – fico imaginando quando e como gerenciará o estacionamento.

Mas isso tudo é para dizer que estacionar no centro de Registro voltou a ser um verdadeiro inferno.

Inferno, aliás, que a prefeita Sandra Kennedy deve ter vivenciado pois soube que na sexta-feira, feriado nos órgãos públicos, ela aproveitou para caminhar na avenida principal, fazer compras e cumprimentar empresários e funcionários do comércio.

Deve ter sentido as dificuldades que as pessoas comuns sentem no dia-a-dia para conseguir uma vaga de estacionamento. Até porque, sem fiscalização, os motociclistas abandonaram as faixas exclusivas e ocupam vagas que seriam dos carros.

 

 

NOTAS

O advogado Gilberto Veiga deve disputar a presidência do PSDB de Registro. Se for eleito, ele comandará no município a sucessão do governo estadual e a candidatura à reeleição do deputado Samuel Moreira.

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Consta que o Cerest – Centro Regional de Saúde do Trabalhador – este ano não recebeu nenhum repasse da prefeitura de Registro, que tem em caixa cerca de R$ 900 mil destinados aos eventos do Cerest.

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Segundo consta, a diretora municipal de Saúde de Registro, Cecília Delattorre, não autoriza nem mesmo a compra de água para uso do Cerest.

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O presidente da Câmara, Dito Castro, a prefeita Sandra Kennedy e representante do deputado Samuel Moreira reuniram-se hoje, em São Paulo, com a superintendência do Centro Paula Souza para definições acerca da Escola Técnica de Registro.

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Prevista inicialmente para ocupar salas no KKKK e o prédio que foi da Unesp na Praça dos Expedicionários, a ETEC Paula Souza começou a funcionar este ano em salas do prédio do Centro de Línguas, na escola Fábio Barreto, por decisão da prefeita Sandra Kennedy. Na época, me lembro bem, ela disse que o KKKK serviria aos grandes projetos culturais de sua administração.

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Em função das acomodações inadequadas, foi inviabilizado o vestibulinho da ETEC no segundo semestre deste ano. Os vereadores protestaram e a prefeita resolveu agir.

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Parece que hoje ela levaria algumas alternativas de espaço físico para acomodar a ETEC, uma conquista que Registro teve por intermédio do deputado estadual Samuel Moreira.

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Hoje de manhã conversei com o presidente da Apamir, Valdi Cordeiro, e ele me disse que ficou para quarta-feira a decisão da prefeitura de Registro sobre renovação, prorrogação ou qualquer ação envolvendo o contrato entre Apamir e prefeitura para gerenciamento do pronto socorro, que é municipal.

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O pronto socorro é mantido pela prefeitura, que compra serviços da Apamir (que, aliás, é dona do prédio onde funciona o PS). A Apamir, por sua vez, mantém contrato de gestão com o Consaúde, responsável pelo gerenciamento do hospital São João e do pronto socorro.

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Logo que assumiu a prefeita contratou uma enfermeira e uma médica para gerenciarem o pronto socorro. Ocorre que o Consaúde não abre mão do gerenciamento da unidade enquanto estiver vinculada ao hospital São João. Ficou acordado que as duas profissionais iriam fazer observação e verificar onde está o gargalo do sistema já que a maior parte do atendimento do pronto socorro não é de urgência e emergência como deveria ser.

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Em recente entrevista ao advogado e radialista Cristiano Ribeiro, a prefeita Sandra, contrariando tudo o que eu já ouvi fez a seguinte afirmação: “Não adianta, não conseguiremos, apesar de ser o nosso grande objetivo, melhorar a atenção básica sem ter a administração do pronto socorro porque lá é que chegam 70% da população que procuram o SUS. É lá a grande porta de entrada. Como é que eu consigo falar com a dona Maria, que procurou o pronto socorro, depois de esperar para ser atendida, que ela tenha seguimento da pressão alta, que ela tenha seguimento do seu reumatismo, enfim, qualquer outra doença que precisa de acompanhamento, se não tem uma equipe que conversa com a outra?”.

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Aliás, essa declaração da prefeita já foi objeto de comentário postado neste blog.

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Valdi Cordeiro assumiu recentemente a direção regional da Secretaria do Trabalho e esta fazendo mudanças substanciais naquela unidade. A começar pela aparência física do prédio, passando pelo atendimento, ele deve reativar a instituição, que estava andando a passos lentos, digamos assim.

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Em recente evento para celebração dos 80 anos do Tempo de Todos os Santos, da Igreja Anglicana, no bairro Mangalarga, na zona rural de Registro, a prefeita Sandra Kennedy justificou-se pelas condições ruins da estrada de acesso, dizendo que o departamento de Obras da prefeitura é formado por homens machistas, que acham que mulher não entende nada de estrada e, portanto, só cumpriram sua determinação de que a estrada fosse melhorada no dia anterior ao evento.

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Ontem teve reunião com a prefeita Sandra Kennedy, o vice-prefeito Nilton Otoboni, vereadores e diretores de departamento. Um dos participantes da reunião me contou que, durante a reunião, o vice-prefeito acabou assumindo ter sido um erro terem decidido que o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) não deveria ser em Registro sem terem feito uma consulta mais ampla.

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O Consaúde promove nesta sexta-feira e no sábado, dias 19 e 20 de junho, o curso “Antibióticos: usos, abusos e conseqüências”, ministrado pelo professor doutor Hélio Vasconcelos Lopes.

Maiores informações e inscrições gratuitas podem ser feitas pelos telefones (13) 3856-9692, com Cristiane ou no Sindicato dos Médicos 3856-2134, com Vanessa.

 

 



Escrito por Sueli Correa às 17h53
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AUXÍLIO CRECHE É APROVADO POR UNANIMIDADE

Na sessão da Câmara de Registro, segunda-feira da semana passada. foi aprovado por unanimidade, em segundo turno, projeto de lei de autoria do presidente Dito Castro. Ao tornar-se lei esse projeto obrigará a prefeitura a fornecer auxílio-creche, no valor de um terço do salário-mínimo, às mães que pleitearem e não conseguirem vagas em creches no município.

Na primeira votação, o projeto teve votos contrários dos vereadores da base governista – Xavico, do PP, e Marcos Portela, líder do prefeito na Câmara (Petronio Bezerra dos Santos não compareceu àquela sessão). Na segunda-feira passada os três vereadores não se manifestaram, fazendo com que o projeto fosse aprovado por unanimidade.

***

A simples aprovação do projeto na Câmara não garante o auxílio-creche. Agora, o projeto vai para sanção da prefeita Sandra que, de acordo com afirmações de seu líder na Câmara, considera a medida inconstitucional com o argumento de que a Câmara não pode legislar sobre matéria que resulte em despesa para o Executivo. Nesse caso, se a prefeita não  sancioná-lo no prazo legal, o projeto será promulgada pelo presidente da Câmara, Dito Castro. Depois disso, ou a prefeita cumpre a lei ou vai à Justiça contestá-la, com pedido de efeito suspensivo enquanto o mérito não for julgado.

***

A creche deixou de ser apenas um lugar onde as crianças ficam enquanto os pais trabalham e passou a ser equipamento de educação infantil. Os atendentes de creches, que no passado eram chamadas de babás, agora são professores  e, na medida em que tiverem a formação acadêmica necessária, receberão o mesmo salário daqueles que estão em sala-de-aula. O objetivo é que chegue um momento em que todos os antigos atendentes tenham essa formação. Isso é lei federal e os municípios terão que se adequar, acho que até 2010. Registro já estabeleceu a mudança no quadro de funcionários da Educação.

***

Outro dia, um comentário postado neste blog, que não coloquei no ar, fez referência ao fato de uma pessoa, considerada de classe média, ter filho em creche municipal. É puro preconceito. O acesso aos serviços públicos é universalizado e, portanto, creches podem ser utilizadas por pessoas de qualquer situação financeira.

Quanto mais pessoas com conhecimento formal, bom nível de informação e visão crítica utilizarem esses serviços, certamente melhores se tornarão.

 

GENTE DA MELHOR QUALIDADE

Rafael Guelta, jornalista de grande competência, militou na imprensa na região, foi editor de A Tribuna do Ribeira.

Deixou um vácuo na imprensa regional quando decidiu buscar novos horizontes. Fora do Vale, ele tem construído uma carreira profissional cada vez mais ascendente.

O Rafael inclui-se no seleto grupo de amigos que vivem dentro do meu coração, sem importar tempo nem distância.

Foi com ele que aprendi a prática do jornalismo, que solidifiquei conceitos, aprimorei o olhar sobre o povo e à região.

Tenho a alegria de tê-lo como leitor do meu blog.

***

O Rafael leu matéria que postei sobre a ida da Adélia Prado ao Espaço Plínio Marcos, em Ilha Comprida, nesta quarta-feira. Ele enviou e-mail com o texto para Vera Artaxo, que foi companheira do Plínio Marcos. Vera fez o seguinte comentário:

 

“Rafael, estive lá inaugurando esse espaço pouco depois da morte do Plínio. Esse Oda e o prefeito Décio são gente da melhor qualidade. Obrigada por mandar! Adoro a Adélia Prado, se pudesse iria ver.

Ab,

Vera”

***

Como eu também acho que o Oda, diretor de Cultura da Ilha, o prefeito Décio e o Rafael Guelta, são pessoas da melhor qualidade tomei a liberdade de compartilhar este e-mail com vocês.

 

 

PALAVRAS NO MURO

Fiquei extasiada neste fim de semana com a leitura  do texto intitulado “Palavras ao muro”, do jornalista GMQ Roberto Pompeu de Toledo, na Revista Veja. Magistral. Recomendo a leitura.

Em tempo: GMQ significa Gente da Melhor Qualidade.

 

***

Estive um pouco ausente e tenho muita, muita coisa nova para comentar. Não sei se hoje conseguirei falar sobre tudo mas prometo ser mais presente nesta semana.



Escrito por Sueli Correa às 11h17
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